Segundo o DIEESE, o salário mínimo deveria ser R$ 5.495,52

09.Fevereiro.2021

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE, indica que, em janeiro, os preços dos alimentos necessários para as refeições de uma pessoa adulta aumentaram em 13 capitais pesquisadas. As maiores altas foram registradas em Florianópolis (5,82%), Belo Horizonte (4,17%) e Vitória (4,05%).

Em São Paulo, capital em que a cesta apresentou o maior preço, o valor ficou em R$ 654,15, alta de 3,59%, em comparação com dezembro de 2020. Com base na cesta mais cara, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser, atualmente, de R$ 5.495,52, o que corresponde a 5 vezes o mínimo já reajustado (R$ 1.100,00).

Segundo a pesquisa, o tempo médio para adquirir os produtos da cesta, em janeiro, foi de 111h46min. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, na média, 54,93% do salário mínimo líquido para comprar alimentos básicos.

Mensalmente, o DIEESE calcula o valor do salário mínimo necessário com base na cesta mais cara e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que a remuneração mínima deve suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Confira os dados completos da PNCBA:
https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2021/202101cestabasica.pdf

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