Aos aposentados

26.Janeiro.2021

Por Érico Corrêa, presidente do Sindicaixa


24 de Janeiro é o dia dos aposentados e das aposentadas. Certamente temos pouco a comemorar. Porém, é muito importante saudar estes colegas. Principalmente os da nossa categoria.
 
Este último período tem sido especialmente difícil para todos. Afinal de contas, são muitos anos sem reajuste e a consequente queda de poder aquisitivo, a exclusão do direito à GISAE, o confisco salarial (reforma da Previdência) ocorrido em 2020, a pandemia que colocou as pessoas em isolamento social, principalmente aquelas que pertencem ao chamado “grupo de risco”, são fatores que geram angústia e levam, inclusive, ao adoecimento.
 
O sindicato vive cotidianamente esta realidade. Em Porto Alegre e no interior, as pessoas manifestam a sua indignação. A crise que nos atinge e, de resto, todos os servidores, com raras exceções, parece longe de terminar, pelo contrário, a cada dia se agrava mais.
 
O Brasil vive um quadro de alargamento da miséria e do desemprego. Mais de 60 milhões de pessoas tiveram que recorrer ao Auxílio Emergencial. Desempregados e informais superam o número de 50 milhões de trabalhadores. E esta crise também abala o setor público. Muito especialmente os aposentados.
 
Na ótica liberal que dirige o país e também o nosso estado, aposentados estão na coluna da despesa e não das conquistas sociais. Este direito existe há menos de cem anos no Brasil e com as sucessivas reformas da previdência, está cada dia mais distante da realidade do povo. Mesmo os servidores públicos viram seus direitos escorrerem “pelo ralo das reformas” impostas pelos governos.
 
Assim, torna-se cada vez maior a necessidade de lutarmos. Os governantes sabem o que estão fazendo e conhecem a situação, portanto, suas políticas de arrocho e sucateamento de direitos são deliberadas. A reposição salarial, o fim do “confisco” que representa este desconto da previdência, o pagamento dos direitos subtraídos, enfim, a luta pelos direitos, passa por dois elementos essenciais:
 
1. A vacina. É preciso exigir vacina para todos, imediatamente. Só assim poderemos retornar à normalidade de nossas atividades e garantir nosso “bem maior”: a vida; e, 2. Retomar a luta e a mobilização. Não é possível que algumas pessoas imaginem ser possível conquistar algo com estes governos sem enfrentamento. Será necessário travar uma luta sem trégua, unitária, com grandes mobilizações e até uma nova greve, tão forte quanto a última que ocorreu no final de 2019, para podermos avançar.
 
O SINDICAIXA continua onde sempre esteve: ao lado da categoria, defendendo seus direitos. Ao lado dos servidores públicos, dos trabalhadores em geral. Na defesa do patrimônio público, dos aposentados, exigindo respeito e melhores condições de vida para todos. Lutando por reajuste salarial, pelo fim do confisco, por um mundo mais justo e fraterno. E isto não irá “cair do céu”! Tudo o que conquistamos foi com muita luta e para reconquistar, mais uma vez, teremos que lutar e para isto, temos o nosso sindicato.
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