Governo do estado anuncia concurso público

20.Janeiro.2021

O governo do Rio Grande do Sul anunciou, na quinta-feira, 14, a realização de concurso público para o provimento de 3.429 vagas na administração pública estadual. A quantidade de vagas ainda é insuficiente para cobrir a necessidade. A iniciativa é positiva, mas peca ao alijar do concurso setores como o meio ambiente e o turismo, além de não prever o incremento no defasado quadro de funcionários de escola. O estado tem 127.038 servidores ativos, número que já foi, em 2006, de 155.898.
 
De acordo com o presidente do Sindicaixa, Érico Corrêa, o ideal seria a realização de concurso para todas as áreas, recompondo um quadro há muito tempo defasado. Embora considere importante o preenchimento de vagas na educação e na saúde, Érico critica o fato de, na Secretaria da Educação, as vagas serem temporárias. Outra crítica do sindicalista se refere ao abismo salarial entre as vagas ofertadas. “Para alguns cargos os salários são altos, ao passo que para outros o que é oferecido é pouco atrativo.”
 
Reconhecendo a defasagem de pessoal, o governador Eduardo Leite (PSDB) frisa que o concurso é uma forma de qualificar o atendimento prestado à população. Na verdade, o que o governo está fazendo é ocupar cargos que estavam vagos por aposentadorias e por profissionais que por outros motivos deixaram o serviço público. O total de vagas corresponde a apenas cerca de 1% dos vínculos totais e 2,5% dos vínculos ativos atuais do poder Executivo.
 
A educação será a área com o maior número de vagas – 1.500, seguida pela saúde com 750 especialistas em saúde e 198 técnicos em saúde e pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão com 676 vagas. As outras áreas beneficiadas são o IPE-Prev, IPE-Saúde, PGE, Fundação OSPA e Ceasa. Além do concurso, existe a previsão de nomeação de 220 servidores para a Secretaria da Fazenda e 39 para o Planejamento. Veja quadro com o número de vagas ofertadas.
 
Érico lamenta a falta de diálogo do governo com as entidades representativas dos servidores. “Trata-se de um governo que não ouve os servidores e impõe um brutal arrocho salarial às categorias”, destaca Érico, que frisa a importância de continuar cobrando do governador reposição salarial urgente, o pagamento de salários em dia e melhores condições de trabalho para todos. “O governador Eduardo Leite mantém a lógica de privilégios”, conclui.

 
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