Servidores públicos aprovam continuidade da mobilização contra o "pacote da morte"

21.Janeiro.2020

Em assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira, 21, na sede social do Sindicaixa, os servidores estaduais representados por Sindicaixa, Sintergs e Sindsepe-RS decidiram retomar a mobilização a partir do próximo dia 27 de janeiro – data em que inicia a convocação extraordinária da Assembleia Legislativa que deverá analisar os projetos do Pacote da Morte do governador Eduardo Leite. Apesar do período de férias, mais de 300 servidores participaram da assembleia – vindos de várias regiões do Estado.

A assembleia aprovou a paralisação das atividades durante a votação dos projetos. A mobilização começa na segunda-feira, 27, com um ato público unificado, às 10 horas, na Praça da Matriz, com a participação de várias categorias. A atividade marca o início de uma vigília que manterá a praça ocupada até o fim da convocação. Também foi aprovada a confecção de uma faixa classificando o governador Eduardo Leite como “mentiroso” e “inimigo do funcionalismo público estadual”.

Presidente do Sindicaixa, Érico Corrêa diz que o verdadeiro objetivo de Leite não é acabar com as carreiras dos servidores. “No fundo ele quer terminar com a Corsan, com o Banrisul. Quer entregar o Estado para as empresas que financiaram a sua campanha. Não é só retirar triênio.” Para o sindicalista, a luta não termina aqui e nem na semana que vem com a votação do pacote. "Precisamos preparar as nossas categorias para o enfrentamento a esse governo,” afirma Érico.

O presidente do Sintergs, Antonio Augusto Medeiros, disse que o movimento dos funcionários, até ali, tinha sido “heroico” e que o maior avanço, além de adiar as votações, foi a unidade obtida entre os sindicatos. “Perdemos o medo de nos mobilizar. As ameaças e pressões das chefias não esmoreceram a nossa luta, que não termina com aprovação ou rejeição do pacote. Teremos muitos embates pela frente com esse governo liberal e que tem como meta entregar o que é público a seus amigos”, afirmou.

A presidente do Sindsepe-RS, Diva da Costa, também salientou a unidade das categorias como grande saldo das greves de 2019. “Estamos construindo a resistência contra a pior época pela qual estamos passando. É infinitamente pior do que tudo que já vimos. O governador patrola e mente para a população. A diferença só virá com a nossa mobilização e organização”, disse. Leite é um quadro formado pela direita, tem liderança e capacidade de articulação para cumprir seu serviço sujo”, discursou.

 
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