Ato público contra o pacote da morte reúne mais de dez mil em Pelotas

03.Dezembro.2019

Mais de dez mil educadores e servidores de diversas categorias do funcionalismo realizaram na tarde desta terça-feira, 03, em Pelotas, um ato público unificado contra o pacote da morte enviado à Assembleia Legislativa pelo governador Eduardo Leite, do PSDB. O largo do mercado público, no centro da cidade, ficou lotado.

A manifestação também exigiu o fim dos atrasos e parcelamentos de salários, que já atinge 48 meses consecutivos, e reajuste salarial. Os servidores estão há cinco anos com os vencimentos congelados.

Na cidade natal do governador, os trabalhadores denunciaram e chamaram a atenção da população para o pacote que precariza ainda mais os serviços públicos e retira direitos históricos dos servidores.

No caminhão de som, diversas lideranças sindicais, estudantes e representantes do movimento popular revezaram-se nas críticas ao pacote da morte e à política salarial do governo Leite.

“Sem servidor público não existe estado. Seria um estado de objetos. Esse governo foi eleito pelo povo e ao atacar os servidores ataca o povo”, lembrou Nelcir Varnier, presidente do Sintergs. Pelo Sindsepe-RS, a presidente Diva Luciana Flores da Costa saudou as mulheres presentes na luta, em especial as ligadas à saúde. “Nosso movimento está muito bonito. O trabalho que estamos fazendo vai derrotar o pacote do governo Leite”, frisou a sindicalista.

“Leite é igual Bolsonaro. Ambos trabalham para massacrar a classe trabalhadora deste país. O pacote do governador vai ser derrotado nas ruas e não nos corredores da Assembleia Legislativa, enfatizou Érico Corrêa, presidente do Sindicaixa. Segundo Rodrigo Marques, da Assagra, esse pacote é uma humilhação para o povo gaúcho. “São dois governos que fazem a mesma coisa, o desmonte dos serviços públicos” declarou Rodrigo. 

“Estamos com 100% dos frigoríficos parados e redução de 30% do abastecimento. Vai faltar o  galeto, a carne e o leite até o governador retirar o pacote”, declarou Antônio Medeiros, presidente da Afagro, entidade que representa os fiscais agropecuários.

O dia de protestos no berço político de Leite terminou com uma grande caminhada pelas ruas da região central de Pelotas. Momento em que a população viu de perto a luta travada por educadores e o conjunto de servidores em defesa dos serviços públicos e de direitos conquistados com muita luta.

Na próxima terça-feira, 10, às 9h30, as categorias realizam uma Assembleia Unificada na Praça da Matriz, em Porto Alegre

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
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