Leite anuncia mudanças nas carreiras e na previdência. Servidores prometem reagir contra mais esses ataques

11.Outubro.2019

E os ataques aos servidores praticados pelo governador Eduardo Leite (PSDB) não param. O tucano anunciou na segunda-feira, 07, que propostas de alterações nas carreiras e no sistema de previdência do funcionalismo público serão encaminhadas nas próximas semanas à Assembleia Legislativa. Conforme o governador, as alterações atingirão profissionais de todos os poderes e órgãos autônomos.

Com 46 meses de salários atrasados ou parcelados, os servidores não aceitam serem responsabilizados pela crise econômica e política enfrentada pelo estado. Os educadores já aprovaram em assembleia entrar em greve contra alterações nas carreiras e na previdência. Servidores de outras categorias também indicam que cruzarão os braços. Um ato público unificado está marcado para o próximo dia 30.

“Nós servidores estamos no limite, com vencimentos pagos com atraso ou de forma parcelada e sem reajuste salarial há cinco anos. Não aceitamos sermos responsabilizados pela falta de vontade política do governo para cobrar divididas de quem sonega e de acabar com a política draconiana de incentivo ficais, que sugou dos cofres públicos R$ 9,7 bilhões apenas em 2018”, sublinha o presidente do Sindicaixa Érico Corrêa.

O pacote de maldades tem na contribuição dos servidores inativos o seu principal pilar de sustentação. Hoje, os aposentados são isentos do pagamento até o teto do INSS (R$ 5.839,45). Acima deste valor pagam o mesmo que os colegas da ativa (14%). Pela proposta apresentada aos líderes da base aliada, a isenção cai para quem ganha até um salário mínimo (R$ 998,00). Acima disso, serão criadas três faixas de contribuição. Veja tabela.

Alegando que os textos ainda não estão prontos, Leite não detalhou os projetos. Mas afirmou que as mudanças também incluem a extinção de vantagens temporais (triênios e quinquênios), de gratificações de permanência e de incorporação de gratificações. Segundo o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, o governo pretende que o Legislativo vote todos os projetos ainda neste ano.

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