Fracasso na entrega do Banrisul não significa que Leite abandonou projetos que atacam conquistas dos servidores

19.Setembro.2019

Desesperado, o governador Eduardo Leite (PSDB) colocou à venda ações do Banrisul, avançando na sua privatização, e solidificando terreno para aprovar, na Assembleia Legislativa, projetos que atacam conquistas históricas dos servidores públicos.

O funcionalismo foi eleito pelo governo Leite como vilão pela falta de recursos no Tesouro do Estado. Enquanto isso, o governo nada faz para combater a sonegação e as isenções fiscais. As isenções hoje estão na casa de R$ 9 bilhões/ano e a sonegação chega a R$ 3,7 bilhões/ano.

Com a venda de ações, o governador acenava com a possibilidade de colocar a folha de pagamento em dia, mesmo que por dois meses, e com isso criar um ambiente favorável na Assembleia Legislativa para aprovar ainda este ano mais ataques aos servidores públicos, como mudanças nas carreiras, cortes de benefícios funcionais e alterações na previdência.

A operação, no entanto, foi um fracasso e o governador recuou na decisão de, ao menos agora, iniciar o processo de venda do banco. Leite queria se desfazer de 96,3 milhões de ações ordinárias (com direito a voto em assembleias), de um total de 201,2 milhões. Na quarta-feira (18), o volume de ações à venda foi reduzido para 71,3 milhões.

Considerando o preço da ação no dia 9 de setembro, com a quantidade de ações ofertada seria possível obter R$ 2,2 bilhões. Com a redução, o valor a ser obtido cairia para algo entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

O plano, momentaneamente, não deu certo. Mas o fracasso na operação não significa que o governo Leite desista de colocar o seu pacote de maldades em debate na Assembleia. Atento, o Sindicaixa acompanha os movimentos do governo e conclama a categoria para se manter mobilizada na defesa de direitos e de importantes conquistas. Só a luta garante vitórias!

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