14 de junho: dia histórico na luta contra a reforma da Previdência

17.Junho.2019

A sexta-feira, 14, foi de muita luta contra a reforma da Previdência. Atos públicos gigantescos marcaram o encerramento da greve geral convocada pelas centrais sindicais, que contou com apoio de movimentos sociais e de estudantes. As manifestações coroaram um dia de intensas mobilizações. Em Porto Alegre, o protesto reuniu mais de 50 mil pessoas no Centro Histórico. 

O centro da capital gaúcha foi tomado por manifestantes no início da noite, e o Sindicaixa levou sua militância e bandeiras para a rua. Portando faixas, bandeiras, cartazes e entoando palavras de ordem, os manifestantes se concentraram na Esquina Democrática e, posteriormente, se dirigiram até o largo Zumbi dos Palmares.

Entre as críticas ao projeto, além da elevação da idade mínima para 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) e do tempo de contribuição de 40 anos, está o fim da solidariedade entre gerações com a instituição do sistema de capitalização. Nem um direito a menos, não à reforma da Previdência foi uma das palavras de ordem puxadas durante o protesto.

Diversas intervenções criticaram o comportamento da polícia militar, que desde a madrugada buscou intimidar e agredir os manifestantes. Contra pessoas portando bandeiras, faixas e cartazes e que estavam lutando pela preservação de uma importante conquista do povo trabalhador foram usados cavalos, espadas, balas de borracha e gás de pimenta.

"Tivemos muitas dificuldades para organizar esta greve. Muitas categorias profissionais sentem o peso da crise econômica, do desemprego e temeram por seus empregos. É difícil fazer este enfrentamento, pois governos e patrões não admitem que a classe trabalhadora questione suas políticas. Esta reforma é boa somente para os banqueiros. É nosso dever enfrentá-la!", disse o presidente do Sindicaixa, no caminhão de som.

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