1º de maio unifica trabalhadores contra a reforma da previdência

01.Maio.2019

FÓRUM PELOS DIREITOS E LIBERDADES DEMOCRÁTICAS TEM LANÇAMENTO ESTADUAL

Um ato público, na tarde do dia 1º de maio, reuniu milhares de trabalhadores na orla Guaíba, em Porto Alegre. A manifestação serviu como aquecimento para a greve geral contra a reforma da Previdência e outros ataques praticados contra a classe trabalhadora programada para o dia 14 de junho.

A unidade dos trabalhadores contra a proposta de reforma do sistema previdenciário encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo Bolsonaro foi fundamental para derrotar num passado recente a reforma proposta pelo então governo Temer. 

Um número assusta o país. Hoje são 28 milhões de trabalhadores desempregados ou no subemprego. Na reforma Trabalhista venderam a ilusão de que o desemprego cairia. Discurso igual está sendo feito para acabar com a aposentadoria dos trabalhadores. Acabar com a previdência pública e criar o sistema de capitalização, em que governo e patrões deixam de contribuir, é uma forma de repassar recursos do povo para o mercado financeiro.

“Estamos enfrentando o maior ataque a um direito social, que corre o risco de ser extinto por um governo lacaio da burguesia internacional. Temos obrigação com as gerações passadas, que construíram esse patrimônio, e com as novas gerações, que talvez não terão o direito à aposentadoria”, declarou o dirigente sindical Érico Correa, em nome da CSP Conlutas.

FÓRUM

O 1º de maio em Porto Alegre começou com o lançamento estadual, no auditório do CPERS/Sindicato, do Fórum Sindical, Popular e de Juventudes pelos Direitos e Liberdades Democráticas. Plural, o Fórum chamou a unidade dos trabalhadores na luta contra a reforma da Previdência e outros ataques praticados contra a classe trabalhadora.

O Fórum se constitui em uma alternativa de luta dos trabalhadores e da juventude contra todos dos problemas enfrentados no país. Derrotar a reforma da Previdência, com luta unitária, é o primeiro desafio. “A greve geral tem de ser antes da reforma ser aprovada em qualquer comissão parlamentar”, destacou Neida de Oliveira, do Coletivo Feminista Marielle Vive.

O lançamento do Fórum também sublinhou a unidade das centrais sindicais na luta contra a reforma da Previdência e outros ataques de governos e patrões. Considerada um marco na atual conjuntura, essa unidade será fundamental no enfrentamento à reforma e outros ataques que visam retirar direitos sociais.

O Sindicaixa participou dos dois momentos, com suas bandeiras e muita energia!

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