Protesto contra a reforma da Previdência reúne milhares em Porto Alegre

22.Março.2019

A Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, ficou pequena naquele que foi o maior ato público contra a reforma da Previdência encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Convocada pelas centrais e movimentos sociais, a manifestação reuniu milhares para protestar contra a reforma e para preparar a greve geral.

A propaganda oficial do governo fala que com a reforma o país irá poupar R$ 1 trilhão em dez anos, mas não diz que essa conta será paga pelos trabalhadores. Os bancos e a elite do país continuam com os seus privilégios. Trata-se de uma reforma que prejudica os trabalhadores, em especial as mulheres e os trabalhadores rurais. 

As intervenções também criticaram o sistema de capitalização, que aponta para o fim da previdência pública e solidária e entrega a sua administração para os bancos privados. Com a capitalização, o governo e as empresas deixam de contribuir e o trabalhador contribui individualmente para um fundo de pensão, como se fosse uma poupança.

Sob a bandeira do Cpers/Sindicato, escolas da rede estadual paralisaram as atividades. Em Porto Alegre, os metroviários realizaram uma panfletagem na estação Mercado, a de maior movimento do trem metropolitano, enquanto os servidores do Sindicaixa se reuniram no sindicato e, horas depois, participaram com força no protesto unificado.

Érico Corrêa, da CSP Conlutas, disse que na manifestação estava a classe trabalhadora, unida e forte, comandando o seu destino. Corrêa destacou a presença da juventude no protesto. “É importante que a juventude compre essa briga, pois é o seu futuro que está em jogo”, disse, concluindo que “também temos um compromisso com aqueles que lutaram pelo que temos hoje”.

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