Conselho de delegados discute conjuntura e reivindicações

14.Dezembro.2018

O Sindicaixa reuniu na manhã desta sexta-feira, 14, em Porto Alegre, o seu Conselho de Delegados para discutir a pauta de reivindicações da categoria e as conjunturas estadual e nacional.

No plano nacional, o presidente Érico Corrêa destacou que o governo Bolsonaro terá três nós para desatar: corrupção, violência e crise econômica.

Eleito com o discurso de combate a corrupção, o governo, mesmo antes de ser empossado, se vê envolvido em denúncias, com boa parte do seu primeiro escalão respondendo acusações por problemas relacionados a Caixa 2 e desvio de verbas de gabinete. Érico lembrou que a corrupção no Brasil é estrutural e que existe a séculos.

A violência, outro tema bastante enfocado na campanha, a ideia do novo governo é combate-la com mais violência. “Esse é um tema social que somente combatido com a geração de emprego e renda, garantia dos serviços de educação e saúde, entre outros”, destaca Érico.

O terceiro nó é o econômico. O capitalismo vive uma profunda crise em todas as partes do mundo, onde Estados Unidos e China disputam espaços. Neste cenário de crise, quem mais sofre são os trabalhadores, que têm direitos retirados e o trabalho cada vez mais precarizado.

Assim, o que se pode esperar é uma série de ataques aos direitos, como uma nova tentativa de reforma da previdência e avanço da informalidade.

No Estado, o governo eleito certamente dará sequencia a agenda de privatizações de Sartori. Érico lembrou que o governo que está saindo, marcado pelo atraso no pagamento dos servidores e pelo arrocho salarial, não conseguiu fazer as alterações estruturais que pretendia. Sequer conseguiu extinguir a Licença Prêmio ou os avanços temporais. O que ele fez foi dividir o IPE e prejudicar as entidades sindicais com o corte nas liberações e o atraso nos repasses das arrecadações dos sindicatos.

Diante deste quadro, os delegados aprovaram uma pauta de reivindicações que deverá ser levada ao novo governo, onde se destaca a necessidade de reposição da defasagem salarial com base na inflação; pagamento em dia dos salários e uma série de ítens específicos, além da pauta geral, com fixação de data-base  e fim das discriminações salariais ao servidores da extinta caixa Estadual.

A diretoria irá solicitar audiência com o governo ainda no mês de janeiro.

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